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Presidente da República enaltece uma “certa militância” para a democratização da cultura – Showbiz



“Recentemente, a propósito do debate que houve, sobre a localização geográfica de um órgão do poder político, disse-se que nenhum lugar de Portugal seria indigno de o receber. É o raciocínio que vale para os museus”, defendeu Marcelo Rebelo de Sousa, no Museu do Caramulo, Tondela.

O presidente da República discursava na reinauguração do Museu do Caramulo e inauguração de uma extensão dedicada ao automóvel denominada `Caramulo Experience Center´, na Serra do Caramulo, em Tondela, distrito de Viseu.

“Tenho felizmente observado que tanto os responsáveis autárquicos, como a sociedade civil, as empresas, as fundações, os mecenas, compreendem que um acerco ou uma coleção não ficam diminuídos se estiverem fora de Lisboa ou do Porto”, continuou.

Neste sentido, acrescentou que “há mesmo uma certa militância por esta dimensão territorial” daquilo que é chamado de “democratização cultural” com “a ideia de que todos os cidadãos, estejam onde estiverem, têm direito à cultura, incluindo a mais canónica ou a mais exigente, ou a mais contemporânea”.

“Por isso há museus ditos pequenos que são ainda assim ambiciosos; museus menos conhecidos e, no entanto, imperdíveis; museus que fazem o seu trabalho à espera que outros prestem a atenção devida, mesmo que nem sempre seja conseguida”, apontou.

Marcelo Rebelo de Sousa disse mesmo que “das experiências mais gratificantes nas viagens que o Presidente da República faz pelo país, é o encontro pela diversidade cultural e, sobretudo, com a tenacidade cultural”.

O Chefe de Estado sublinhou ainda que, “toda a gente tem uma tendência para falar” seja na comunicação social ou até na área do turismo, “nos grandes centros urbanos, das grandes instituições e das atrações evidentes”

“Mas grande parte do Portugal cultural, como não podia deixar de ser numa nação secular, é património: igrejas, castelos, pelourinhos, bibliotecas, arquivos, museus que pela sua natureza vivem longe não apenas de Lisboa e do Porto, mas longe das luzes da ribalta”, considerou.

Neste sentido, destacou o Museu do Caramulo que tem “nesse contexto, este interesse imediato, com um segundo edifício construído de raiz, para funcionar como museu em 1959, que representa um marco no panorama museológico português”.

No sábado, na reinauguração da “renovação total, ampla e transversal” que os dois edifícios do museu sofreram nos últimos três anos ena inauguração de uma extensão, um terceiro espaço dedicado ao automóvel, o Presidente não poupou elogios e partilhou memórias.

No decorrer da visita ao `Caramulo Experience Center´, onde estão agora alguns dos automóveis mais icónicos do Museu do Caramulo, Marcelo Rebelo de Sousa admitiu que chegou a colecionar carros.

“Sabe que cheguei a ter uma míni-coleção de automóveis a meias com um amigo, ele financiava e eu escolhia. Não deu certo, porque ele fartou-se e acabámos com a coleção”, disse, entre gargalhadas.

E, junto do presidente do Museu do Caramulo, Salvador Patrício Gouveia, contou ainda que, foi proprietário de “um Nash Metropolitan da  British Leyland, que foi retirado do navio Hildebrand, que foi ao fundo, e foram retirados três”.

“Havia só três e eu tinha um e depois acabei por vender para Leiria”, contou.



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