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Morreu Jean-Jacques Beineix, o realizador de “A Diva e os Gangsters” e “Betty Blue – 37º,2 de Manhã” – Atualidade


Jean-Jacques Beineix, o realizador do filme de culto “Betty Blue – 37º,2 de Manhã” (1986), morreu esta quinta-feira aos 75 anos após uma longa doença, disse à agência France-Presse esta sexta-feira o seu irmão Jean-Claude, bem como a esposa e a filha do cineasta.

O realizador tornou-se conhecido do público graças ao gigantesco sucesso de bilheteira e crítica da sua primeira longa-metragem, “A Diva e os Gangsters” (1981), um trabalho estilizado que revelava a experiência conquistada na publicidade sobre um amante da ópera que grava em segredo o concerto de uma diva e acaba inadvertidamente com outra gravação a incriminar um polícia e um mafioso.

O vencedor de quatro prémios César (os “Óscares franceses”) está disponível na Netflix.

A Diva e os Gangsters

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A Diva e os Gangsters

Seguiu-se “A Lua na Valeta”, interpretada por nomes tão conhecidos como Gérard Depardieu e Nastassja Kinski, um fracasso de crítica e de bilheteira.

O trabalho que o consagra definitivamente é “Betty Blue – 37º,2 de Manhã” (“37°2 le matin” no original), a história de amor e loucura baseada no romance homónimo de Philippe Djian.

Um dos grandes clássicos do cinema da década de 1980, nomeado para nove César e ao então conhecido como Óscar de Melhor Filme Estrangeiro, o trabalho revelou Béatrice Dalle, que interpretava a personagem Betty, ao lado de Jean-Hugues Anglade.

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Nascido em Paris, Jean-Jacques Beinex começou a estudar Medicina antes de se preparar para a admissão à prestigiada escola de cinema Idhec (agora Femis), que falhou por pouco.

Os seus primeiros projetos levaram-no à publicidade, onde se destaca um famoso anúncio contra a Sida, “Il ne passera pas par moi” [“Ele não passará por mim”].

Após vários projetos, decidiu deixar essa indústria, explicando que “é bom colocar o seu talento ao serviço das causas” e a publicidade não era isso.

Após “Betty Blue”, seguiram-se vários filmes, todos fracassos, incluindo “Roselyne e os Leões”, de 1989.

Em 2001, após uma ausência de nove anos, ele voltou com “Transferência Mortal”, um completo fracasso de crítica e bilheteira, que destacaria como um trabalho muito pessoal.

O filme era um reencontro com Jean-Hugues Anglade, na pele de um psicanalista que pensava que teria um dia como os outros a ouvir as mesmas histórias e que acaba por adormecer no meio de uma consulta, descobrindo ao despertar que a sua paciente foi assassinada.

Esta seria a última das suas seis longas-metragens, a que se seguiram documentários para a televisão sob a égide da sua produtora, Cargos Films.

Em 2016, foi presidente do júri do 29.º Festival Internacional de Cinema de Tóquio.



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