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Maria José Ritta admite: “Nada nos fará ultrapassar a perda do Jorge [Sampaio]”


Três meses após a morte de Jorge Sampaio é editado Era uma Vez Jorge Sampaio – Histórias e Imagens, um livro que reúne textos inéditos sobre o antigo Presidente da República, escritos por familiares e por personalidades da sociedade e da política, e várias fotografias que revisitam o percurso ímpar que teve em Portugal e no panorama internacional.

Na apresentação desta obra, que decorreu na Fundação Calouste Gulbenkian, Maria José Ritta agradeceu a todos os que colaboraram neste livro, permitindo que a memória do marido perdure num legado de generosidade e partilha: “No livro encontramos testemunhos de familiares, amigos, colaboradores e interlocutores nas mais variadas áreas (…). Cada um deles, na história que conta, faz um breve retrato do Jorge. Os testemunhos e as fotografias escolhidas mostram, em situações diversas e em tempos tão diferentes, um homem que, sempre igual a si próprio, soube estar à altura de um destino que de individual se tornou coletivo, levando-o a responder com convicção e vontade ao que o seu rigoroso sentido de dever e responsabilidade lhe exigiu em cada momento da sua vida. Estadista de vários horizontes, o Jorge viu longe e fez história.”

Recordando o homem sempre próximo e afável, a sua mulher e mãe dos seus dois filhos, André e Vera, salienta a importância que os afetos tiveram na vida do estadista: “Quando lemos os textos deste livro e nos detemos nas imagens publicadas, reconhecemos o homem e as suas circunstâncias, relembramos as qualidades humanas e as convicções fundamentais do Jorge. Reconhecemos a dignidade que punha em tudo o que fazia. Reconhecemos o seu inesquecível sorriso e o seu sentido de humor. Reencontramos a sua exigência e o seu sentido de justiça. Este livro restitui-nos a delicadeza e a serenidade do Jorge. Relembra-nos a sua atenção aos outros e a sua preocupação com todos. (…) O Jorge não tinha o culto da personalidade, não era vaidoso, mas prezou sempre muito os laços de afeto e as relações de cumplicidade. Entendia que tudo o que de melhor se faz na vida é feito com os outros e para os outros.”

Não obstante as saudades e o luto pessoal, Maria José Ritta destaca a importância de manter vivo o exemplo de um homem que acreditava num mundo melhor, como partilhou: “Três meses depois da sua morte, esta homenagem é feita a partir da sua vida, conta a história do Jorge através de várias histórias, dá-nos o seu retrato por meio de muitos retratos. Esboça uma imagem fiel e inesquecível. Se é certo que nada nos fará ultrapassar a perda do Jorge, dar continuidade ao seu legado é a melhor forma de o homenagear, guardando viva a imensidão da sua presença.”

Fotos: Luís Coelho



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