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“Gosto que vários géneros possam conviver nesta série”. À conversa com Álex González, o protagonista de “Operação Maré Negra” – Atualidade


“Ao dia de hoje, não me meteria [a traficar droga] numa viagem de submarino por 700 mil euros, mas se amanhã me encontrasse noutras circunstâncias, se fosse alvo de extorsão ou de ameaça, nunca se sabe… Julgo que isso está bem retratado na série”, confessa Álex González ao SAPO Mag ao falar da experiência de Nando, o campeão de boxe amador tornado marinheiro que encarna em “Operação Maré Negra”, durante um encontro com a imprensa portuguesa num hotel lisboeta.

Um dos três homens que atravessam o Atlântico num submergível artesanal, viagem decisiva nesta história de narcotráfico inspirada num caso verídico (decorrido em 2019), o protagonista da coprodução luso-espanhola representa o desafio mais recente de um ator que está longe de ser desconhecido do público nacional. O madrileno de 41 anos foi um investigador em “El Príncipe” (que passou por cá na RTP2), juntou-se à peregrinação de “3 Caminos” (Amazon Prime Video/RTP) e interpreta um dos strippers de “Toy Boy” (Neflix). No cinema, mergulhou em águas ainda mais internacionais ao dar corpo ao vilão Riptide em “X-Men: Primeira Classe”, de Matthew Vaughn, incursão no universo dos super-heróis da Marvel.

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“Enquanto atores, podemos aproximar-nos e compreender, sem fazer julgamentos, uma visão muito diferente da nossa. E julgo que aqui o público pode acompanhar-nos nesse processo, porque há casos em que não entende a personagem e torna-se difícil seguir uma série”, assinala sobre a aposta de quatro episódios parcialmente filmada em Portugal (cuja rodagem foi acompanhada pelo SAPO Mag). “Contar a história de três delinquentes que estão a fazer algo terrível e poder entendê-los é algo muito poderoso”, defende, sublinhando que as personagens deste thriller de ação “não são completamente boas ou más, têm o peso das circunstâncias”.

Da cumplicidade com Nuno Lopes às “coisas mágicas” do improviso

Álex González encabeça o elenco da produção conjunta da Ficción Producciones (Espanha), Ukbar Filmes (Portugal) e RTP que inclui ainda os brasileiros Leandro Firmino (o eterno Zé Pequeno de “Cidade de Deus”) e Bruno Gagliasso (“Marighella”), o colombiano David Trejos (“Perdida”) ou os portugueses Lúcia Moniz (com quem o SAPO Mag também falou), Luís Esparteiro e Tomás Alves. Nuno Lopes é outros dos nomes nacionais e aquele com quem González trabalhou de forma mais regular na série, uma vez que as suas personagens são amigos de longa data que embarcam juntos na aventura mais arriscada das suas vidas.

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“Quando tens de desenvolver uma relação entre a tua personagem e outra e não conheces o outro ator e ainda não tens química com ele, trabalhas só com a técnica, crias uma realidade que não existe. Mas às vezes não tens de fazer nada, e foi isso que me aconteceu em relação ao Nuno”, recorda. “Para mim, ele é uma estrela não só em Portugal, mas no mundo. Já conhecia o trabalho dele e era um grande fã. E quando o conheci e vi a pessoa que era, tornou tudo mais fácil”, acrescenta. “É um ator muito generoso, muito talentoso. Uma coisa que aprendi com ele foi despojar-me do ego. Estar inteiramente ao serviço da história, da personagem”.

Outra aprendizagem de “Operação Maré Negra” parece confirmar a máxima de que não há nada como um bom improviso. “Quem ler a última versão do guião e depois vir a série, percebe que mudou muita coisa”, compara, lembrando as ideias surgidas na rodagem que foram alterando a dinâmica de muitas cenas. “É fantástico quando os produtores e realizadores nos dão essa liberdade e todos percebem que a última versão do argumento não é a que está escrita, mas a que estamos a fazer. Isso permite que surjam coisas mágicas, que seja orgânico e magnético”.

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O ator espanhol também elogia “um momento em que há muita diversidade” e “um público que consome diversos tipos de produtos”. “Enquanto espectador, gosto que esta série tenha ação ao lado de uma história de aventuras relacionada com o narcotráfico e uma história de personagens”, descreve. “Cada capítulo é diferente. O terceiro, por exemplo, é uma história muito mais intimista sobre três personagens. Gosto que vários géneros possam conviver nesta série. E como os quatro capítulos se estrearam no mesmo dia, o público pode vê-la como e quando quiser, o que também me agrada”.

“Operação Maré Negra” estreou-se na Prime Video a 25 de fevereiro e também poderá ser vista na na RTP1, a partir de 14 de março.



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