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Elvis Presley traz rock e glamour à passadeira vermelha de Cannes – Atualidade


“Elvis”, a superprodução de Baz Luhrmann sobre o rei do rock, concentrou esta quarta-feira as atenções no Festival de Cannes, enquanto a francesa Claire Denis entrou na corrida à Palma de Ouro com “Stars at Noon”, ambientada na Nicarágua.

Sete dias depois da estreia espetacular de “Top Gun: Maverick”, coube ao jovem (30 anos) e pouco conhecido ator americano Austin Butler a difícil tarefa de competir com Tom Cruise.

O ator interpreta Elvis Presley na longa-metragem de Luhrmann (“Moulin Rouge”, “O Grande Gatsby”), que retrata, ao longo de duas décadas, o início, a glória e a decadência do rei do rock, que morreu em 1977 aos 42 anos.

Butler não esteve sozinho na passadeira vermelha, pois teve como companhia o veterano Tom Hanks, vencedor de dois Óscares, que interpreta o empresário do “rei”, o misterioso “coronel” Tom Parker.

O filme chegará em junho às salas de cinemas de diversos países. Em Portugal, a estreia está prevista para o dia 23.

Além de luxuosos ‘teasers’ de aproximadamente três minutos, pouco se sabe de “Elvis”, exceto que Austin Butler se atreve a interpretar com a sua própria voz as canções da lenda.

TRAILER.

Um ano de ensaios

“Elvis”, de Baz Luhrmann

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“Elvis”, de Baz Luhrmann

Californiano, com um tipo físico parecido com o do Elvis do fim dos anos 1950, Austin Butler é um produto clássico dos estúdios Disney.

Participou numa dezena de filmes, entre eles “Era Uma Vez… Em Hollywood”, de Quentin Tarantino, e “Os Mortos Não Morrem”, de Jim Jarmusch.

Foi o ator Denzel Washington quem recomendou ao australiano Luhrmann que lhe desse uma oportunidade para este papel, segundo a Entertainment Weekly.

“Recebi um vídeo deste jovem a interpretar, cheio de lágrimas, ‘Unchained Melody’ [canção de que Elvis fez uma versão] e perguntei a mim mesmo: o que é isto?”, explicou Luhrmann.

“E recebi uma mensagem a seguir de Denzel Washington, que não conhecia. Ele disse-me: ‘Acabo de trabalhar com este rapaz, nunca vi alguém tão empenhado’.”

Butler ensaiou durante um ano para imitar a voz aveludada de Elvis.

“Elvis” causa expectativa porque Luhrmann é um realizador que não se costuma intimidar perante os gigantes da história, sejam eles Shakespeare, de quem se atreveu a fazer uma versão de “Romeu e Julieta”, ou “O Grande Gatsby”, uma das referências da literatura americana.

A longa-metragem, com 159 minutos, é “uma experiência intensa”, garantiu em Cannes a neta de Elvis, Riley Keough. A sua avó, Priscilla Presley, viúva do cantor, também elogiou o ‘biopic’.

Suspense e romance durante a revolução sandinista

Entretanto, a corrida pela Palma de Ouro está nos seus metros finais.

“Stars at Noon”, de Claire Denis, é um filme baseado num romance de 1986 de Denis Johnson. A história segue os passos de uma mulher de negócios misteriosa, interpretada pela jovem Margaret Qualley, durante a revolução sandinista na Nicarágua.

A atriz é acompanhada por Joe Alwyn, que assume o papel de um jornalista americano com quem ela mantém um romance.

Claire Denis é uma das cinco mulheres que concorrem este ano à Palma de Ouro, que será entregue no sábado pelo júri presidido por Vincent Lindon.

A cineasta francesa obteve na última Berlinale o prémio de Melhor Realização com “Avec Amour et Acharnement”.

Outra longa da mostra competitiva apresentada nesta quarta foi “Leila’s Brothers”, do iraniano Saeed Roustayi.



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