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De “Ziggy Stardust” a “Transformer”: vários álbuns emblemáticos celebram 50 anos em 2022 – Showbiz



“Exile on Main St.”, a jóia dos Stones esculpida na Cote d’Azur

“Talvez o melhor disco dos Stones”, escreve Keith Richards na sua autobiografia “Life”.

Os Stones, fugindo do tesouro britânico, nascem na Côte d’Azur, na agora famosa villa Nellcote.

“Sou um dos poucos que conseguiram entrar (na cidade), sou da região e era apenas uma criança”, disse à AFP, Yves Bigot, crítico de rock. “De manhã nem todos estavam acordados, podia entrar-se furtivamente com os distribuidores (do supermercado). Fiquei escondido num canto”, explica.

“Honky Château”, Elton John e os fantasmas de Herouville

Também em França, o castelo da pequena comuna de Herouville (a 50 km de Paris) abriga um estúdio de gravação frequentado na década de 1970 por David Bowie, Iggy Pop e também Elton John.

Este último nomeia a sua criação “Honky Château” em homenagem a Herouville, que tem fama de estar assombrada.

“Elton John está no seu período imperial, com músicas incríveis como ‘Honky cat’, ‘Rocket man’ (título do filme biográfico dedicado ao músico) ou ‘Mona Lisa e Mad Hatters”, explica Yves Bigot.

“The rise and fall of Ziggy Stardust and the Spiders from Mars”, David Bowie e seu alter-ego

“A sexualidade sempre esteve separada do rock and roll. Mas com Ziggy ela foi encontrada articulada, em movimento”, explica David Bowie em “Rainbowman”, obra de referência de Jérôme Soligny.

“Com este álbum, Bowie inventa o personagem Ziggy que o transforma numa estrela do rock, o príncipe do glam”, detalha Yves Bigot. “Com esse aspeto totalmente futurista, visionário, apocalíptico que continuará com ‘Diamond Dogs’ (1974)”.

“O essencial são ‘Five years’, ‘Starman’, ‘Suffragette city’ ou ‘Rock’n’roll suicide’. Quantos álbuns clássicos nasceram nesse período, sem uma nota para mudar”, diz o jornalista.

“Transformer”, Lou Reed e depois Velvet

“É o álbum que permite que todos que não conheciam Lou Reed e os Velvet Underground os descubram, ou seja, a grande maioria das pessoas”, diz Yves Bigot.

Com “Walk on the wild side”, “Satellite of love” ou “Perfect day”, que tem uma segunda versão com o filme “Trainspotting”, Lou Reed salta para outro patamar.

E quem encontramos na produção de “Transformer”? David Bowie, de quem Lou Reed sempre quis se desvincular.

“Harvest”, a faísca de Neil Young ‘depois da corrida do ouro’

Alguns fãs de Neil Young preferem “After the gold rush” (“Depois da corrida do ouro”, 1970), mas é com “Harvest” que o “Loner” encontra a veia certa.

As músicas “Heart of gold” e “Old man” ficam para a história e o álbum está no primeiro lugar dos tops americanos. “É o seu álbum mais trabalhado”, segundo Yves Bigo, o que não exclui uma parte obscura e profética. Assim como “The needle and the damage done”, o título curto de “como a vida dos viciados em drogas que descreve” sintetiza o site de música Pitchfork.

Pouco tempo depois, as drogas levariam dois parentes de Neil Young, a quem ele dedicará “Tonight’s the night” (1975).



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