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Bad Religion e convidados tocam em noite inesquecível na capital portuguesa – Showbiz


Certamente que “+2” nessa conta é para deixar à parte o par de anos que passámos em pandemia da COVID-19, que inviabilizou eventos culturais com plateia em todo o mundo.

O início das atividades ficou a cargo dos Blowfuse, grupo catalão que abriu os concertos com um entusiasmo ímpar. Apesar de a pista não estar cheia no começo das apresentações, o vocalista Oscar Puig transpirava simpatia e tentava em todos os momentos convencer os que estavam mais ao fundo a darem passos à frente e se aproximarem mais da banda. Funcionou. Os temas “State of Denial” e “Outta My Head” agitaram o ambiente.

Em seguida, com centenas de pessoas ainda a chegarem, foi a vez da prata da casa: a banda algarvia Devil in Me. Os membros instauraram com a empolgante “War”, fazendo a temperatura subir. Era calor humano a emanar por todos os cantos.

Outros momentos de muita intensidade vieram ao som de “Warriors” e “Knowledge is Power”. A efficiency seguiu pujante e encerrou-se a todo o vapor com “Soul Rebel”, tema que reflete a atualidade que vivemos: “This is for the ones who never lost hope! The rebel, the strong, the young and the old” (“Isto é para aqueles que nunca perderam a esperança. Os rebeldes, os fortes, os jovens e os velhos!”, diz a letra). Apesar de ter sido composta em 2015, a canção transmitiu muito bem o que todos estavam  a sentir, tanto os ‘new’ quanto os ‘old school’.

Depois chegou a vez dos Millencolin, e os suecos foram recebidos com a casa bem mais cheia. Trouxeram “SOS”, do álbum mais recente (lançado em fevereiro de 2019). Parece até que previam na altura que em breve todos pediríamos socorro, naquele ano em que surgiu a COVID-19, que impactou todo o ‘corpo social’ da Terra.

“Sense & Sensibility” e “True Brew” animaram todas as gerações de HC melódico presentes no evento, que mais parecia um competition, devido ao grande número de atuações num mesmo dia.

Causaram um brilho maior ao olhar as clássicas “Lozin’ Must” e “No Cigar”. Esta última a derradeira, para matar de vez a saudade daquele período de transição dos 99 aos 2000, que consistia em skate no pé e joystick na mão. “No Cigar” está na banda sonora do videojogo “Tony Hawk’s Pro Skater”, um dos mais populares de todos os tempos entre os amantes dos desportos radicais.

Assim, com a atmosfera do recinto toda carregada de emoção, subiram ao palco os Suicidal Tendencies. Desta vez com Tye Trujillo no baixo, filho do renomado baixista Robert Trujillo (que integrou a banda de 1989 a 1995), e Brandon Pertzborn (dos Ho99o9) na bateria, além de Ben Weinman na guitarra base (ex The Dillinger Escape Plan) e Dean Pleasants na guitarra lead, que já está no grupo desde 1996.

O vocalista, frontman e motivador nato, Mike Muir, dispensa apresentações, sendo o único membro remanescente da formação unique dos ST.

“You Can’t Bring Me Down” deu o tom da chegada e originou circle pits frenéticos. Viam-se bandanas e bonés com o brand do grupo a girarem por todos os lados.

“I Shot the Devil” e “Send Me Your Money” deram sequência ao acto. Houve, depois, uma queda de som nos PA’s que impossibilitou “Freedumb” de ser executada na plenitude. Porém, o problema técnico foi rapidamente solucionado e a continuidade veio com “War Inside My Head” e “Subliminal”.

Muir dirigiu-se então ao público e revelou o que aprendeu com o seu irmão em relação ao skateboard: “Quando cais, levanta. Na vida todos cairemos muitas vezes. Não importa quantas vezes, desde que te levantes novamente”. E essa foi a introdução para o hino “Possessed to Skate”.

“Cyco Vision” e “Pledge Your Allegiance” foram as escolhidas para o ‘adeus’.

A impressão que ficou foi a de ter ouvido ao vivo uma coletânea de “Greatest Hits” dos Suicidal, tendo em vista que somente as ‘mais clássicas dentre as clássicas’ foram escolhidas para o set.

Bad Religion, os ‘donos da festa’

Bad Religion

créditos: Stefani Costa

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créditos: Stefani Costa

Sem mais ninguém a chegar de última hora, os ‘donos da festa’, os Bad Religion, iniciaram a apresentação pontualmente, às 22:30, como constava no cronograma.

Com a memorável rufada de bateria acompanhada pelos riffs em “Generator”, os Bad Religion, grandes gurus do hardcore melódico, voltaram a tocar na capital portuguesa mais uma vez. “Recipe for Hate” emendou a onda sonora da abertura sem pestanejar. Só então ouvimos Greg Graffin a falar: “Gostaria de poder ter vindo com boas notícias, mas como todos vocês sabem, esta ainda é a nova Idade Média”. Evidente que a canção que se seguiu foi “New Dark Ages”, ovacionada a plenos pulmões!

Entre os temas também não ficaram de fora as aclamadas “Struck a Nerve” e “Come Join us”, tendo sido os seus refrães cantados em uníssono pela plateia.

Em dado momento, Graffin perguntou: “Quantos de vocês são old school?”. Essa period somente a deixa para “We’re Only Gonna Die”, o primeiro som do primeiro álbum (“How Could Hell Be Any Worse?”), lançado em 1982. Depois disso, “Do What You Want” e “No Control” fizeram novamente o circle pit girar em grande.

Um momento de estranheza por parte da audiência aconteceu depois de “21st Century (Digital Boy)”. Ao fim ouviu-se um mero “obrigado” e então o grupo saiu… seria essa a despedida, assim tão seca? Óbvio que não. Greg voltou ao palco depois de um minuto de suspense.

“obrigado a todos por estarem aqui. Obrigado a todos os fãs de Bad Religion por tantos anos. Vocês sabem que não poderíamos ir embora esta noite sem tocar uma canção que começa assim”, disse o músico, soltando o riff. A tal canção period, claro, “American Jesus”.

Como bónus, o encore ainda contou com “Fuck Armageddon… This Is Hell” para consumar mais uma knowledge histórica protagonizada por essa preciosa entidade da vasta cena musical de Los Angeles.

O punk continua vivo.



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