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A BOLA – Perfil de Edwards: o que ex-colegas e treinadores dizem dele (Sporting)


Ex-colegas falaram a A BOLA da personalidade e talento que distinguem Marcus Edwards dos demais. Ouvimos João Pedro, antigo companheiro em Guimarães, hoje no Bursaspor, e João Carlos Teixeira, atualmente no Famalicão.

 

O jogador travou algumas amizades nos dois anos e meio que esteve em Guimarães. Uma delas foi com João Pedro, avançado português de 25 anos, que atualmente representa o Bursaspor, da Turquia. Em conversa com A BOLA, o atacante não tem dúvidas que o inglês é diferenciado. Não só dentro de campo, como também fora dele.

«É um jogador que parece estar sempre no mundo dele. Mesmo a treinar, está no seu canto… mas quando a bola lhe chega aos pés e tem de jogar é mesmo fora do regular! Fora das quatro linhas é mais tímido, reservado, mas é mesmo a maneira dele», explica.

 
Mas quem julga ser impossível retirar essa tranquilidade ao extremo inglês está enganado. João Pedro conseguiu ver Marcus Edwards a perder as estribeiras… «Sim, consegui vê-lo exaltado! [risos]. Quando os defesas lhe davam porrada, o que acontecia muitas vezes. A expressão dele mudava brand. Com os colegas de equipa não tanto, mas exaltava-se quando levava umas boas frutas dos adversários», conta.

 

João Carlos Teixeira, médio do Famalicão, que jogou duas temporadas no Vitória de Guimarães, conhece como poucos Marcus Edwards. O médio, que na formação passou por Sporting e FC Porto, não tinha a barreira linguística com o extremo, depois de ter passado quatro anos em Inglaterra, onde representou Liverpool, Brentford e Brighton.

«A língua, no início, foi um grande obstáculo. Sendo inglês, com muitos jogadores a não conseguir falar com ele, teve essa dificuldade. Começou por aprender o básico: direita, esquerda, cruza… foi assim que se foi envolvendo mais com o grupo. Tem uma personalidade fechada mas cumpre em tudo nas suas obrigações. Sem falar muito consegue ser engraçado e ter sentido de humor». A nível futebolístico, pouco a dizer: é craque. «Com a bola nos pés tem uma linguagem common!»», assegura João Carlos Teixeira.
 

Ficam ainda testemunhos de três treinadores. 

Rúben Amorim:

«Já tínhamos interesse desde o ano passado. Teve muita vontade de vir para o Sporting. É muito introvertido, falei com ele e sei que vai demorar a conhecer os colegas, pelas suas características. Futebolisticamente tem condições muito boas, é um talento, é forte entre linhas e no um para um. Vai adaptar-se bem, há muitos jovens aqui e que falam bem inglês»

 

Pepa:
«Apesar de ter um aspeto meio soneca é muito bom e um miúdo com um talento impressionante. Vai dar no Sporting e, com o Rúben Amorim, vai certamente dar continuidade e magia noutros campos. Sabemos muito bem aquilo que pode fazer e é um jogador imprevisível. Com ele o Sporting ficou fortíssimo»

 

Ivo Vieira:
«É um profissional excelente. Nem se acha melhor do que os outros. É um miúdo fantástico, tremendous educado e profissional naquilo que faz. Só que não é um jogador que vai fazer um duelo para ganhar a bola de cabeça ou fazer dez piques atrás do lateral contrário. Ele trabalha mas o registo dele é sempre o mesmo. Quando tem bola, porém, o registo é totalmente diferente dos outros.»
 

Leia a reportagem na íntegra na edição impressa ou digital de A BOLA.

 

 





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