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A BOLA – Neil campeão do Masters e leva os €300 mil! (Snooker)


O australiano Neil Robertson, de 39 anos, quarto da hierarquia e campeão mundial em 2010, conquistou na noite deste domingo pela segunda vez na sua carreira o Masters, prova da época 2021/22 da World Snooker que decorreu desde dia 9 do corrente mês em Londres, ao vencer na final do torneio, não pontuável para o ‘ranking’ mas que atribui £250 mil (€299.373) ao vencedor, o inglês Barry Hawkins, de 40 anos, 10.º da tabela, por 10-4.

 

Na sua terceira final no torneio – não pontuável para o ‘ranking’, pois é reservado ao ‘top 16’ – após a vitória sobre Shaun Murphy em 2012 (10-6) e o desaire ante o mesmo Murphy em 2015 (2-10), Robertson conquistou o vistoso triângulo de cristal, o Troféu Paul Hunter, e o cheque com o segundo mais chorudo prémio da época, só superado pelas £500 mil (€598.745 mil) destinados ao campeão do Mundo.

 

‘Robbo’, que sucede a Yan Bingtao como campeão do torneio – o chinês venceu John Higgins 10-8 na final de 2021 – chegou à segunda sessão do duelo decisivo no ‘Ally Pally’ 5-3 na frente sobre o ‘falcão’ (Hawkins ‘The Hawk’), que, como finalista vencido, encaixou £100 mil (€119.749).

 

Os 5-3 da sessão da tarde passaram a 6-3 em duas visitas de Robertson a pontuar no nono parcial. Hawkins encheu-se de brio mas já não tinha muito mais argumentos ante um Neil cujo jogo longo causou mossa atrás de mossa, muitos furos acima do inglês. ‘Break’ de 69 pontos, para amenizar a 4-6, viria a ser melhor de Barry na segunda sessão da final.

 

A partir daí, jogo de sentido único e sem história, com o favoritíssimo Neil a impor a sua lei: entrada de 68 pontos para o 7-4, e mais duas vermelhas espantosas, embolsadas lá de bem longe e ainda com o buraco distante, e avançou para o 8-4, com que se chegou ao intervalo. Era já a crónica de uma morte anunciada de Hawkins, sem mais argumentos.

 

O que se confirmou logo após: segunda centenária de ‘Robbo’ na final, de 114 pontos, para o 9-4, e o 10-4 logo após, em mais duas visitas a pontuar. É enorme o fosse que existe entre Neil e Barry, mas o inglês, com um grande torneio, chegou já sem combustível no tanque à final, que o australiano venceu com mérito, resumem os números finais.

 

Robertson feliz por bisar em conquistas no Masters

 

«Não tenho razões para estar muito desapontado. Foi a melhor semana da minha vida. Joguei alguns jogos incríveis. Fiz erros incríveis que não poderia cometer ante um jogador como Neil, profissional fantástico. Foi ótimo ter a família e os amigos aqui, nesta atmosfera fantástica. Espero voltar de forma mais assídua. Vou tirar os positivos deste torneio para o resto da época» disse Hawkins no fim.

 

«Com os jogadores que tive de vencer, cada jogo foi um desafio diferente. A atmosfera foi sempre excitante, aqui em Londres. Nunca esqueceremos a ‘negra’ com Mark Williams nas meias-finais, recebi centenas de mensagens de pessoas que nem conheço a felicitar-me! Tive dificuldade em esquecer esse jogo. A final foi dura, Barry é resiliente, e teve uma batalha com Judd Trump nas ‘meias’, se calhar se não fosse isso teria sido uma final mais dura para mim. Não era o dia dele. Estou feliz por bisar no Masters, e agora com a filha ao colo. Este prémio dá-me alento para ver mais alguns jogos de futebol, sinto que o meu snooker está de volta», afirmou Neil Robertson, que dez anos depois de 2012, bisa no Masters.

 

O snooker continua já segunda-feira, com sete jogadores à mesa no Grupo 6 da Championship League, na Morningside Arena, em Leicester Inglaterra até terça-feira (dias 217 e 18 do corrente mês), mas o próximo torneio da época a disputar-se e concluir-se na íntegra, e pontuável para o ‘ranking’ será, no mesmo palco, o ‘Shoot Out’, de quinta-feira a domingo, dias 20 a 23 do corrente mês.

 

O ‘Shoot Out’, singular por os jogos serem de um só ‘frame’ e o público se poder manifestar ruidosamente, foi ganho pelo galês Ryan Day em 2021, pontua para o ranking’ e distribui 171 mil libras (204.680 euros) em prémios, das quais 50 mil libras (59.848 euros) ao próximo campeão, sendo também transmitido para Portugal (EuroSport).

 

Final do Masters (campeão a negro):

Neil Robertson-Barry Hawkins, 10-4





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